Com dez estrangeiros no elenco, o Flamengo já precisa deixar um deles fora das relações do Brasileirão, cujo limite atual é de nove. Em 2027, o teto cairá para oito por partida. Se mantiver o grupo atual, o clube terá de deixar dois estrangeiros fora de cada jogo — cenário que pode afetar a próxima janela de transferências.
Flamengo tem 10 estrangeiros no elenco
O grupo é formado por Rossi, Varela, De la Cruz, Saúl, Pulgar, Arrascaeta, Plata, Valencia, Joaquín Freitas e Carrascal. Com o limite atual de nove estrangeiros por partida, o Flamengo já precisa deixar um desses jogadores fora das relações do Brasileirão.
A partir de 2027, o máximo será de oito. Caso os dez permaneçam no elenco, dois terão de ficar fora de cada jogo da competição. A redução continuará gradualmente até chegar a cinco estrangeiros em 2030.
Plata, Saúl e De la Cruz podem mudar a conta
Plata permaneceu no Flamengo depois que a transferência para o Dínamo Moscou não foi concluída. O clube russo alegou que o jogador foi reprovado nos exames médicos, e o atacante ainda buscou outra transferência após deixar a Rússia, sem sucesso.
Esse histórico coloca Plata entre os nomes que podem ser observados com atenção na próxima janela. Até aqui, porém, não há confirmação de uma nova negociação ou de uma decisão definitiva sobre o futuro do equatoriano.
Saúl abriu a possibilidade de deixar o Flamengo caso não receba muitas oportunidades. A posição do jogador acrescenta um elemento esportivo à discussão, já que a limitação de estrangeiros pode tornar a disputa por espaço ainda mais relevante.
De la Cruz, por sua vez, é pouco utilizado por questões físicas e pode ser negociado. Assim como no caso de Saúl, o cenário indica uma possibilidade a ser avaliada, não uma saída confirmada.
Pulgar e Arrascaeta são tratados como inegociáveis
Pulgar renovou recentemente o contrato até o fim de 2028, enquanto Arrascaeta é considerado inegociável pelo Flamengo. Rossi também está em conversas para ampliar o vínculo com o clube.
Varela tem contrato até dezembro de 2027. Já Valencia e Joaquín Freitas são tratados como apostas para médio e longo prazo. Esses fatores reduzem a probabilidade de que todos os estrangeiros sejam avaliados da mesma maneira no planejamento rubro-negro.
A tendência é que o Flamengo precise combinar a exigência regulamentar com a situação contratual, a condição física e a utilização de cada jogador. O ponto central, portanto, não é apenas escolher quem ficará fora de uma relação, mas definir se a restrição deve acelerar mudanças no elenco.
Por que o Flamengo votou contra a mudança
Durante a reunião, Bap sugeriu que a discussão sobre estrangeiros fosse acompanhada por uma revisão do limite de 12 jogos para transferências entre clubes do próprio Brasileirão. O argumento foi que essa restrição reduz as opções disponíveis no mercado nacional e leva os clubes a buscar reforços no exterior.
A CBF não colocou o tema em votação porque ele não estava previsto na pauta. Depois disso, o Flamengo decidiu votar contra a redução do limite de estrangeiros e a mudança gradual nas inscrições de jovens.
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