Segundo Rodrigo Mattos, o Flamengo entende internamente que a redução do limite de jogadores estrangeiros é prejudicial à Liga. O clube votou contra a mudança aprovada para o futebol brasileiro e, durante a discussão na CBF, Bap tentou vincular o tema a uma revisão da regra que restringe transferências entre equipes do Brasileirão depois que um atleta ultrapassa determinado número de partidas.
Por que o Flamengo vê a medida como prejudicial
De acordo com Mattos, a avaliação interna do Flamengo é de que a limitação não prejudicaria necessariamente apenas os clubes com maior poder financeiro. A interpretação é que equipes com mais recursos tendem a encontrar alternativas com maior facilidade, inclusive recorrendo à contratação de jogadores brasileiros.
Nesse cenário, a preocupação rubro-negra estaria relacionada ao impacto da regra sobre o equilíbrio da competição. A tese apresentada pelo colunista é que uma restrição ao número de estrangeiros pode reduzir opções disponíveis aos clubes sem impedir que aqueles com maior capacidade de investimento encontrem outras soluções no mercado.
Mattos resumiu a posição atribuída internamente ao Flamengo como a de que a mudança seria uma “medida prejudicial para a Liga”.
Bap tentou incluir discussão sobre a regra dos 12 jogos
Durante a reunião, Bap defendeu que a votação sobre estrangeiros fosse acompanhada por uma revisão da regra que limita transferências de jogadores entre clubes do próprio Brasileirão depois que eles atingem determinado número de partidas na competição.
O argumento é que essa restrição diminui as opções disponíveis dentro do mercado nacional e pode estimular os clubes a buscar reforços no exterior.
A discussão sobre os 12 jogos, porém, não fazia parte da pauta prevista para a reunião e não foi colocada em votação. O Flamengo manteve posição contrária à redução do limite de estrangeiros.
Limite cairá gradualmente até 2030
A mudança será implantada de forma gradual. O limite atual de nove estrangeiros relacionados por partida será reduzido para oito em 2027 e continuará diminuindo nos anos seguintes até chegar a cinco em 2030.
Danilo Lavieri avaliou que a transição dará mais tempo para os clubes adaptarem seus elencos. As equipes que estiverem acima dos novos limites poderão precisar recorrer a negociações, empréstimos ou vendas para se enquadrar nas regras.
A gradualidade também reduz o impacto imediato sobre contratos já assinados, mas obrigará os clubes a considerar a nova restrição no planejamento das próximas temporadas.
Debate envolveu clubes das Séries A e B
A discussão ocorreu em reunião com representantes das Séries A e B. Segundo as informações apresentadas no UOL, CRB e Cuiabá não participaram do encontro.
O Flamengo foi uma das equipes contrárias à mudança. A posição atribuída internamente ao clube amplia o debate para além do número de estrangeiros no próprio elenco e coloca em discussão os possíveis efeitos da regra sobre o mercado nacional e a competitividade entre os clubes.
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