Conselheiros do Flamengo questionaram o presidente BAP por um déficit de quase R$ 34 milhões e pela falta de divulgação do Orçamento Aprovado de 2026. Os pedidos foram apresentados em documentos encaminhados ao Conselho Deliberativo e ao Conselho Fiscal, segundo o UOL.
Pedido por orçamento e relatório
Ao Conselho Deliberativo, os conselheiros solicitaram “providências imediatas para a exibição do Orçamento Aprovado de 2026 a todos os conselheiros”. Também pediram que a Comissão Permanente de Finanças apresente o relatório de acompanhamento da execução orçamentária referente ao primeiro semestre, com a comparação entre as rubricas previstas e realizadas.
O documento afirma que, sem a divulgação do orçamento e do relatório, os conselheiros não conseguem verificar o cumprimento do artigo 146, inciso III, do Estatuto do clube. A regra prevê a suspensão automática da autonomia do Conselho Diretor caso o déficit acumulado seja superior a 3% do faturamento previsto.
Risco de processo disciplinar
Os signatários afirmam que a ausência de providências imediatas poderia caracterizar “omissão dolosa” e levar ao protocolo de uma representação para a abertura de processo disciplinar. Entre as consequências citadas estão a decretação da perda do mandato e a inelegibilidade, com base no artigo 37, inciso III, além de outras medidas cabíveis.
Ao Conselho Fiscal, o pedido é para que o Conselho Diretor seja intimado a apresentar o Orçamento Aprovado de 2026 em prazo improrrogável de 48 horas. O grupo também solicita que, caso seja constatado que o déficit superou 3% do faturamento previsto ou haja recusa na apresentação do documento, o órgão emita parecer e faça uma representação ao poder competente.
Os conselheiros alegam que o déficit de quase R$ 34 milhões representa um grave indício de descumprimento orçamentário. No documento, afirmam que a ocultação do orçamento e a não aplicação do artigo 146 podem configurar um caso de gestão temerária.
Assinam os documentos Wallim Cruz de Vasconcellos Junior, Luiz Desiderati Junior, Alvaro Luiz Ferreira, Maria Cristina da Cruz Silva, Carlos Bogel Borges, Julio Cesar Gomes da Silva, Guilherme Pollastri Gomes da Silva, Julio Frederico Pollastri Gomes da Silva, Marcelo Haberlehner, Eduardo Olivieri, Otabio Katsuo Nakamura e Marcelo Vargas.
A cobrança dos conselheiros é relevante porque o debate não se limita ao tamanho do déficit: envolve transparência, fiscalização e o cumprimento das regras internas do Flamengo.
Sem o orçamento aprovado e o relatório do primeiro semestre, qualquer análise sobre a saúde financeira do clube fica incompleta e abre espaço para versões conflitantes.
Ao mesmo tempo, é importante separar indício de conclusão.
O documento fala em possível descumprimento orçamentário e gestão temerária, mas a confirmação dessas acusações depende da apresentação dos números, da análise dos órgãos competentes e do devido processo. Transformar a denúncia em sentença antecipada apenas empobrece a discussão.
Para o Flamengo, o ponto mais preocupante é institucional. Um clube que pretende manter planejamento esportivo ambicioso precisa oferecer previsibilidade e prestação de contas aos seus conselheiros.
Se o déficit estiver dentro das regras, a diretoria terá a oportunidade de explicar os dados; se houver violação estatutária, a cobrança por providências será inevitável.
O melhor caminho, portanto, é a transparência imediata, sem disputa política para substituir a documentação.
SRN.
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Esta publicação foi produzida pelo Blog FlaNação a partir de informações públicas, apuração de veículos esportivos e revisão editorial. O conteúdo foi reorganizado, contextualizado e recebeu análise própria para uma leitura clara da Nação rubro-negra.


