Luiz Eduardo Baptista, o Bap, admitiu que tem parte da responsabilidade pela má relação com Leila Pereira, presidente do Palmeiras. Em entrevista ao podcast Sports Market Makers, divulgada pelo UOL na terça-feira (4), o dirigente afirmou que as diferenças pessoais dificultam as negociações, mas não impedem discussões sobre interesses dos clubes.
“Flamengo e Palmeiras não precisam ser amigos, mas precisam sentar na mesa e discutir negócio como deve ser feito. Em relação à instituição, absolutamente nada contra. Ela não é culpada por tudo de ruim da relação, ela também tem minha parte”, declarou Bap.
A fala ocorreu no contexto das divergências entre Flamengo e Palmeiras sobre a criação de uma liga para o futebol brasileiro. Depois que o Rubro-Negro firmou um novo acordo com a Libra pelos direitos de transmissão, o Alviverde deixou o grupo.
Bap afirmou que a falta de confiança e episódios que considerou desrespeitosos pesam na relação com Leila. “Você faz negócio com quem não confia, não conhece, não tem um nível mínimo de admiração?”, questionou. O presidente do Flamengo também citou situações envolvendo reuniões e eventos e concluiu: “Quem bate esquece, quem apanha não esquece jamais”.
O dirigente disse ainda que não mudaria sua postura por Leila ser mulher. “Eu não vou tratar quem é deselegante ou não tem respeito de uma forma diferente por ser mulher. Se me taca uma pedra, vou tacar uma pedra”, afirmou. Na avaliação de Bap, o desgaste entre os dois é resultado de um choque de personalidades.
Relação com antigos dirigentes do Palmeiras
Apesar do conflito com Leila, Bap destacou que não tem nada contra o Palmeiras enquanto instituição. O presidente do Flamengo elogiou Paulo Nobre, ex-mandatário do clube paulista, e afirmou ter “uma admiração enorme” pelo trabalho realizado por ele.
Bap também citou a boa relação com Maurício Galiotte, outro ex-presidente do Palmeiras, além de elogiar João Paulo Sampaio, coordenador da base, e Anderson Barros, diretor de futebol. Ele revelou que tentou levar João Paulo Sampaio para o Flamengo, mas não conseguiu.
Arbitragem aumentou o desgaste entre Flamengo e Palmeiras
O episódio mais recente da rivalidade nos bastidores envolveu uma nota divulgada pelo Flamengo, na qual o clube alegou que o Palmeiras é beneficiado pela arbitragem. A manifestação ocorreu depois de o Vitória ter dois jogadores expulsos no mesmo lance contra o time paulista, que goleou e ampliou a vantagem sobre o Rubro-Negro na liderança do Brasileirão.
Antes das expulsões, Mauricio acertou uma cotovelada no queixo de Cacá, mas recebeu apenas cartão amarelo. Após a nota do Flamengo, Leila Pereira criticou o comunicado e classificou o movimento como “cara de pau”.
A declaração de Bap é relevante porque expõe que o conflito entre Flamengo e Palmeiras tem uma dimensão também pessoal.
Ao mesmo tempo, mostra que o presidente rubro-negro reconhece a necessidade de separar divergências individuais dos interesses institucionais.
Essa distinção é fundamental em qualquer negociação coletiva, especialmente quando envolve direitos de transmissão e o futuro da organização do futebol brasileiro.
O problema é que a admissão de responsabilidade perde força quando vem acompanhada de frases que reforçam a lógica de confronto.
Bap pode ter razão ao dizer que não é necessário existir amizade entre dirigentes. Contudo, confiança mínima e capacidade de diálogo são indispensáveis para que o Flamengo não fique isolado em decisões estratégicas.
A discussão sobre arbitragem tornou o ambiente ainda mais inflamável.
O clube tem legitimidade para cobrar critérios e decisões, porém notas públicas precisam ser técnicas e consistentes para não parecerem apenas uma resposta política ao Palmeiras.
Para o Mengão, o caminho mais inteligente é preservar pontes sem abrir mão de suas posições, evitando que a rivalidade pessoal dite o planejamento institucional.
SRN.
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Esta publicação foi produzida pelo Blog FlaNação a partir de informações públicas, apuração de veículos esportivos e revisão editorial. O conteúdo foi reorganizado, contextualizado e recebeu análise própria para uma leitura clara da Nação rubro-negra.


