Cruzeiro e Flamengo empataram por 1 a 1 em 12 de agosto de 2026, no Mineirão, em Belo Horizonte, pelo jogo de ida das oitavas de final da Libertadores 2026. Arroyo abriu o placar aos sete minutos do segundo tempo, e Paquetá deixou tudo igual aos 21 minutos.
Gols: Arroyo, aos 7 minutos do segundo tempo; Paquetá, aos 21 minutos do segundo tempo.
Com o resultado, nenhuma das equipes levará vantagem para o jogo de volta. O reencontro está marcado para quarta-feira (19), no Maracanã, às 21h30. Um novo empate levará a decisão para os pênaltis, enquanto o Flamengo contará com o apoio da própria torcida em casa.
Como foi o jogo
O confronto começou marcado pelo equilíbrio e pelas escolhas estratégicas dos treinadores. No Flamengo, Leonardo Jardim deixou Pedro no banco e escalou Bruno Henrique como centroavante. Plata e Emerson Royal ocuparam o lado direito, em uma formação pensada para oferecer mais mobilidade, intensidade na marcação e pressão sobre a saída de bola do Cruzeiro.
Segundo a análise do UOL, o Flamengo teve mais posse de bola, mas não conseguiu transformar esse domínio territorial em controle efetivo da partida. O Cruzeiro criou a primeira grande ameaça logo no início, quando Arroyo cruzou uma bola que atravessou a área rubro-negra e passou pelas costas de Emerson Royal. Wesley tentou concluir com o peito, mas mandou por cima do gol.
O Flamengo tentou diminuir o ritmo e trabalhar a bola pelo chão, mas as oportunidades ficaram mais escassas conforme os dois times passaram a cometer erros em passes e domínios. A equipe mineira voltou a crescer depois da pausa para hidratação, com Kaio Jorge aparecendo mais no ataque e levando perigo.
Ayrton Lucas também foi importante para o Flamengo em um momento do segundo tempo, ao travar um chute de Matheus Pereira que tinha potencial para resultar em gol. Do outro lado, a melhor chance rubro-negra antes do intervalo foi um chute de Bruno Henrique que raspou o travessão.
Arbitragem foi questionada
Aos 11 minutos do primeiro tempo, Matheus Henrique acertou a perna de Bruno Henrique com a sola da chuteira em uma disputa no meio-campo. O árbitro argentino Yael Pérez mostrou apenas cartão amarelo, e o VAR, comandado por Héctor Paletta, não recomendou a revisão do lance.
A jogada foi considerada passível de expulsão pela intensidade da entrada. O texto do UOL também lembrou que Paletta havia trabalhado na final da Libertadores 2026 e não indicado revisão em lances envolvendo Raphael Veiga e Pulgar naquela ocasião.
Golaço de Arroyo e resposta de Paquetá
O Cruzeiro voltou para o segundo tempo com mais eletricidade e abriu o placar aos sete minutos. Arroyo recebeu pela ponta direita com liberdade, simulou um cruzamento e cortou Samuel Lino antes de finalizar no ângulo oposto. Rossi apenas esboçou reação diante da pintura do jogador equatoriano.
Leonardo Jardim promoveu duas mudanças aos 20 minutos da etapa final, retirando Bruno Henrique e Arrascaeta para as entradas de Paquetá e Pedro. Plata permaneceu em campo, apesar de uma atuação avaliada como pouco inspirada pelo UOL.
A resposta do Flamengo veio rapidamente. Em cerca de um minuto e meio após as substituições, Pedro sofreu uma falta de Fabrício Bruno, lance que gerou questionamentos do técnico Artur Jorge. Na cobrança, Léo Ortiz acertou o travessão de cabeça, e Paquetá aproveitou o rebote dentro da área para empatar aos 21 minutos do segundo tempo.
Com Paquetá e Pedro em campo, o Flamengo melhorou na associação de passes e recuperou o controle de alguns momentos da partida, embora o Cruzeiro continuasse perigoso nas descidas em velocidade. O time mineiro também ganhou força quando Artur Jorge lançou os jovens João Costa e Zé Lucas.
Reta final e próximos compromissos
Na reta final, Carrascal teve uma oportunidade que poderia ter garantido a virada do Flamengo. O Cruzeiro respondeu com uma cabeçada de Matheus Pereira que passou raspando a trave defendida por Rossi.
Antes do jogo de volta, o Flamengo enfrenta o Mirassol pelo Brasileirão, no domingo (16), às 18h30, fora de casa. O Cruzeiro visita o Corinthians no mesmo dia, às 19h30.
Ficha técnica
Cruzeiro 1 x 1 Flamengo
Local: Mineirão, em Belo Horizonte (MG)
Data e horário: 12 de agosto de 2026, às 21h30
Árbitro: Yael Pérez (ARG)
Assistentes: Facundo Rodríguez e Pablo Gonzalez (ARG)
Cartões amarelos: Matheus Henrique e Fabrício Bruno (Cruzeiro); Arrascaeta (Flamengo)
Gols: Arroyo, aos 7 minutos do segundo tempo (1-0); Paquetá, aos 21 minutos do segundo tempo (1-1)
O empate no Mineirão não dá para ser tratado como vitória, mas também está longe de ser tragédia.
Nosso Mengão saiu atrás, reagiu com Paquetá e Pedro em campo e ainda teve chance para virar com Carrascal.
O incômodo é que o Flamengo teve a bola em vários momentos, mas nem sempre transformou posse em pressão real.
Começar sem Pedro pode até ser explicado pela busca por mobilidade, mas o jogo mostrou que faltou presença na área.
Quando Pedro e Paquetá entraram, o time melhorou a troca de passes e achou o empate rapidamente. Isso aumenta a cobrança sobre Leonardo Jardim para o jogo da volta.
No Maracanã, a torcida vai ajudar muito, mas não joga sozinha.
A gente precisa de um Flamengo mais agressivo desde o início, menos dependente de reação e com mais coragem para decidir a vaga.
SRN.
Esta publicação foi produzida pelo Blog FlaNação a partir de informações públicas, apuração de veículos esportivos e revisão editorial. O conteúdo foi reorganizado, contextualizado e recebeu análise própria para uma leitura clara da Nação rubro-negra.


