Lucas Paquetá está recuperado de lesão na coxa sofrida na Copa do Mundo e reforça o Flamengo. Após desfalcar o time contra o Internacional por precaução, o meia deve retornar contra o Vitória (9/8). Paquetá, autor de 8 gols em 24 jogos na volta ao clube, assume a responsabilidade pela má fase e isenta o técnico Leonardo Jardim.
O jogador atribuiu o desempenho irregular ao retorno dos atletas após dois meses servindo seleções, gerando adaptação às ideias de Jardim. A diretoria busca reforços, focando na Libertadores.
O peso da Copa do Mundo e a cobrança interna por evolução
Mais do que celebrar o retorno aos gramados, o jogador chamou a responsabilidade ao analisar a distância de sete pontos para o Palmeiras no Brasileirão. Demonstrando a postura de liderança esperada da contratação mais cara da história do futebol brasileiro — custando R$ 315,6 milhões aos cofres do clube —, o meia blindou o comandante português e apontou o elenco como o verdadeiro culpado pelas atuações burocráticas recentes.
Segundo o atleta, o maior obstáculo para engrenar o esquema tático foi o fato de o elenco ter ficado dividido durante os dois meses de Mundial. Com nove jogadores servindo a seleções diferentes, muitos retornaram com vícios de outros treinadores, o que atrasou a unificação das ideias de Jardim nos treinos diários.
Paquetá também comentou a fase do Flamengo na temporada e admitiu que o elenco não está satisfeito com os resultados recentes. Nos últimos três jogos, a equipe somou dois empates e uma vitória. O time carioca está sete pontos atrás do Palmeiras na liderança, mas tem uma partida a menos.
“Todos nós estamos insatisfeitos pelo desempenho da equipe. Não estamos felizes. Passa mais por nós do que por ele (Leonardo Jardim). É tentar entender cada vez mais as ideias e características e se adaptar”, disse o meia.
Em seu retorno ao Flamengo, Paquetá soma oito gols em 24 jogos disputados.
Opinião FlaNação — De torcedor para torcedor: Dá para aceitar a desculpa da Copa do Mundo?
Quem acompanha o dia a dia do nosso elenco sabe que é preciso olhar com bastante ceticismo as declarações oficiais em entrevistas coletivas. A postura de Lucas Paquetá em assumir o peso pelo futebol engessado dos últimos jogos é louvável e mostra o tamanho do seu caráter. Ele perdeu o restante do Mundial por lesão, abriu mão do descanso para correr na academia e acelerou a transição física apenas pelo bem da instituição. Isso é entender o peso histórico do Manto Sagrado.
No entanto, o torcedor atento não pode fechar os olhos para o problema real. Justificar a falta de performance e a perda do controle das partidas porque os atletas voltaram com “ideias diferentes” da Copa do Mundo é um argumento perigoso. O treinador está trabalhando com o grupo completo há semanas. O futebol burocrático apresentado não ocorre por falta de entrosamento, mas por escolhas táticas engessadas de Jardim. Paquetá tem bola de sobra para ditar o ritmo, mas se o esquema de Jardim continuar insistindo em um modelo vulnerável na defesa, nem seu retorno poderá salvará o ano no duelo decisivo da Libertadores.
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