Flamengo vence o Cruzeiro por 2 a 1 no Maracanã, fecha o confronto em 3 a 2 no agregado e avança às quartas de final da Libertadores.
Pedro foi decisivo sem fazer gol: deu as assistências para Arrascaeta e Samuel Lino e mudou o funcionamento ofensivo do time de Leonardo Jardim.
Domínio no primeiro tempo
A classificação foi construída principalmente nos 45 minutos iniciais. O Flamengo teve 70% de posse de bola, finalizou 15 vezes contra 1 do Cruzeiro, criou 3 chances claras e não permitiu que o adversário levasse perigo. Foi a melhor etapa inicial da equipe desde a chegada de Leonardo Jardim, considerando o nível do confronto.
O único problema foi o aproveitamento. O Rubro-Negro poderia ter ampliado a vantagem antes do intervalo e depois do segundo gol, mas desperdiçou oportunidades com Léo Ortiz, Pedro, Lucas Paquetá e Evertton Araújo. No placar geral da partida, o Flamengo terminou com 21 finalizações, nove certas, contra 14 arremates e três no alvo do Cruzeiro.
Pedro é decisivo
De volta ao time titular na Libertadores, Pedro não marcou, mas participou diretamente dos dois gols. O centroavante deu as assistências para Arrascaeta abrir o placar e Samuel Lino fazer o segundo gol, além de atuar como pivô, sair da área para criar jogadas e pressionar a saída adversária.
A atuação reforçou o impacto do camisa 9 no funcionamento ofensivo do Flamengo. Em declaração reproduzida pelo UOL, Léo Ortiz destacou que Pedro consegue exercer funções de pivô e até atuar como uma espécie de camisa 10, abrindo espaços para pontas como Samuel Lino e Plata. O zagueiro também ressaltou o trabalho defensivo do atacante.
Queda após o intervalo ainda liga alerta
Pulgar e Jorginho foram fundamentais para o domínio rubro-negro no meio de campo. O chileno se destacou pela intensidade, enquanto Jorginho organizou a equipe, criou oportunidades e salvou um gol em cima da linha.
Depois do intervalo, porém, o cenário mudou. O Cruzeiro marcou e foi superior por aproximadamente 15 minutos, pressionando em busca da virada. Samuel Lino respondeu e recolocou o Flamengo em vantagem, resultado que permitiu ao time administrar a reta final com mais segurança.
A força do Maracanã
O jogo teve público recorde no Brasil em 2026, com 72.481 torcedores presentes. A torcida participou ativamente, inclusive durante o momento de pressão do Cruzeiro no início do segundo tempo, e voltou a apresentar os tradicionais mosaicos antes da partida.
O Flamengo agora aguarda o vencedor do confronto entre Independiente del Valle e Tolima para conhecer seu adversário nas quartas de final. Antes disso, a equipe volta as atenções para o Cruzeiro, pelo Campeonato Brasileiro, neste sábado.
A classificação foi justa e confirma uma parte importante da leitura que a gente vinha defendendo antes do jogo: para controlar o Cruzeiro desde o início, o Flamengo precisava de mais presença, associação e referência no ataque.
Pedro não fez gol, mas mudou o time. Quando ele sai da área, prende zagueiro, faz o pivô e acha os pontas, o ataque do Mengão ganha outra lógica.
Não é só “camisa 9 para finalizar”. É um jogador que ajuda a organizar o último terço.
Ao mesmo tempo, o jogo também corrigiu uma expectativa nossa.
Paquetá e Carrascal pareciam alternativas fortes para aumentar intensidade e controle, mas não deram essa resposta quando entraram.
Paquetá participou bastante, porém errou tecnicamente acima do ideal.
Carrascal procurou o jogo, mas não repetiu o nível dos últimos jogos, principalmente da grande atuação contra o Mirassol.
Isso valoriza ainda mais o que Arrascaeta e Pedro entregaram desde o início.
Arrascaeta fez gol, Pedro deu duas assistências, e o Flamengo foi mais forte quando teve referência, talento e aproximação funcionando juntos.
O primeiro tempo mostrou exatamente isso.
O Flamengo pressionou, circulou melhor a bola, sufocou o Cruzeiro e poderia ter matado a eliminatória antes do intervalo.
O problema é que jogo grande não perdoa desperdício.
Depois do empate do Cruzeiro, a classificação que parecia controlada virou tensão por alguns minutos.
Esse é o ponto que Jardim precisa corrigir.
Dá para comemorar a vaga, claro. Eliminar um adversário forte na Libertadores tem peso.
Mas também dá para exigir que esse nível vire padrão, porque o Flamengo mostrou que tem futebol para dominar adversários fortes.
Pedro saiu fortalecido. Jardim também ganhou uma resposta importante.
Agora precisa transformar essa resposta em convicção, sem depender de um primeiro tempo quase perfeito para controlar uma decisão.
O caminho para o penta continua vivo.
Mas passa por repetir o nível do início do jogo e reduzir os apagões que ainda deixam a torcida com o coração na mão.
E que venha o Cruzeiro de novo no próximo sábado!
SRN.
Esta publicação foi produzida pelo Blog FlaNação a partir de informações públicas, apuração de veículos esportivos e revisão editorial. O conteúdo foi reorganizado, contextualizado e recebeu análise própria para uma leitura clara da Nação rubro-negra.


